Em Camaragibe, tucano elogia Eduardo Campos, mas chama candidato socialista de desequilibrado
POSTADO ÀS 17:29 EM 05 DE Setembro DE 2012

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O candidato a prefeito de Camaragibe pelo PSDB, Jorge Alexandre,
chamou o adversário socialista, Meira, do PSB, de desequilibrado, em
meio ao debate realizado ainda há pouco no programa CBN Total, com o
apresentador Aldo Vilela. Os dois polarizam na disputa eleitoral deste
ano, de acordo com pesquisas internas das candidaturas. Apesar do ataque
ao socialista, o tucano elogiou bastante o governador Eduardo Campos,
que liberou a sua imagem para uso na campanha de todos os postulantes,
até mesmo a petista Nadeji.
Na entrevista, o tucano não citou uma única vez Meira pelo nome, sempre
tratando-o como o candidato amarelo. “É um desequilibrado. Está batendo
muito. Tem um temperamento muito forte e a campanha está fazendo a
máscara cair”, acusou.
O tucano Jorge Alexandre pareceu poupar Nadeji, a quem pouco criticou,
chegando a citar que daria uma boa secretaria de Saúde em sua gestão.
“Ela está um pouco nervosa agora porque caiu nas pesquisas”, criticou,
levemente. Alexandre, que adotou a cor laranja, usa até um relógio com a
cor berrante. Respondendo a provocação da petista, que ameaçou
renunciar se os adversários informassem o que fizeram pela cidade, Jorge
Alexandre usou de ironia. “Não pude fazer nada por Camaragibe porque os
grupos de Meira (Paulo Santana) e Nadeji (Jorge Lemos) se revezam há
mais de 20 anos no poder. “O candidato amarelo é o candidato de Paulo
Santana (ex-prefeito pelo PC do B)”, atacou.
Alguns dos ataques a Meira foram bem fortes. “Meira foi vereador três
vezes e não se conhece um projeto apresentado por ele”, afirmou o
tucano.
“Meira tem uma intimidade com o governador Eduardo Campos que eu
desconheço. Já fui na casa do prefeito de São Lourenço, Etorre Labanca,
que é amigo do governador. Já vi o Eduardo Campos lá várias vezes e não
vi Eduardo ao lado de Meira”, declarou, em outro momento Jorge
Alexandre.
“Meira nunca administrou nada na vida. Só exerce a profissão de
advogado, em outros municípios. Não conheço uma empresa que ele tenha
colocado para frente”, afirmou, sugerindo falta de experiência.
Curiosamente, nas eleições de 2004, o empresário ajudou a viabilizar a
campanha de Meira, que concorreu então pelo Democratas. “Eu o ajudei,
mas o reconhecimento é zero”, reclamou, nos bastidores da rádio.
Na entrevista a Aldo Vilela, no entanto, Jorge Alexandre não economizou
nas loas ao governador. “Temos que ter humildade e pedir orientação a
ele. Eduardo Campos vai ajudar muito Camaragibe. Teremos uma grande
parceria”, afirmou, citando que o interlocutor neste processo será
Etorre Labanca, prefeito socialista de São Lourenço e amigo do
governador.
No ar, o tucano reclamou ainda de estar sendo vítima de ataque por conta
da religião. “me chamam de ateu, de maçom. Estão batendo de todo jeito.
Estão dizendo que eu adoro até Satanás. Meira fica brandindo uma
carteira da igreja dele dizendo que eu tomo sangue de bode para adorar
Satanás”, comentou, dando risadas.
“Eles também dizem que eu comprei o meu candidato a vice, Bosco, para
não ser candidato, depois de ter sido um dos vereadores mais votados na
cidade. Só intriga da oposição. Onde eu ando, não deixo problema”,
garantiu.
Rejeição de João Lemos
O tucano revelou que o prefeito de Camaragibe, João Lemos, estaria
enfrentando hoje uma rejeição na faixa dos 80% e que isto seria
resultado de descaso grande com a gestão e a cidade.
Promessas do tucano
Na área de educação, disse que a cidade precisava de cinco creches e de
escolas de tempo integral, além de orientação para a profissionalização
dos estudantes.
Na área de saúde, o candidato defendeu a necessidade de mais gestão,
interligação entre os postos, mais médicos e não deixou de prometeu uma
UPA, na cidade. Curiosamente, o atual prefeito é médico, mas as
principais reclamações giram em torno do setor.
Jorge Alexandre ficou empolgado um pouco ao falar de saneamento, ao
citar a cidade de Limoeiro como exemplo. Segundo contou, o prefeito
Ricardo Teobaldo viabilizou R$ 52 milhões e transformou a cidade em um
canteiro de obras, conforme suas palavras. “Em Camaragibe, temos apenas
3% de saneamento. Há um descaso muito grande”, disse. “Não pode ser
feito com recursos próprios. Temos que buscar recursos federais para
reconstruir a cidade”.
Na área de segurança, Jorge Alexandre prometeu ampliar a guarda
municipal, além de ter cobrado um batalhão de polícia militar para o
município. Há bairros que são conhecidos por serem muito violentos, como
Alberto Maia, Santa Mônica e Tabatinga.
Não se comprometeu com ciclovia, por exemplo. “Vamos planejar a cidade.
Se puder, vamos ter. É importante”, afirmou o candidato, que preferiu
não falar muito sobre mobilidade, alegando que não havia estudado o tema
suficientemente. “O problema de Meira é que ele promete muito, mas faz
pouco. Eu não prometo muito, eu cumpro”, comparou-se.
Ao comentar a proposta do adversário, Meira, de desapropriar o antigo
centro de treinamento da Telebrás, no município, Jorge Alexandre
reclamou do descaso federal com a área e disse que ela poderia ser
transformada em um centro de recuperação de drogados. Não demonstrou
muita convicção nesta proposta.
Para tirar as propostas do papel, o tucano afirmou que vai contar com a
ajuda de emendas de oito deputados federais, votados no município. A
cidade tem uma arrecadação mensal em torno de R$ 15 milhões, mas o
candidato informou que tem problemas de conhecer em detalhes os gastos,
por ser de oposição.
Na sua campanha, o tucano planejou gastar até R$ 1,8 milhão. Ele contou
que recebe ajuda do partido, o PSDB, além do prefeito de Limoeiro,
Ricardo Teobaldo, também ligado a Sérgio Guerra, presidente do PSDB. 91
candidatos a vereadores estão na coligação que lhe dá apoio.
Empresário do ramo de distribuição de medicamentos, Jorge Alexandre
negou ter a qualquer tempo fornecido material para a gestão do
município. Com essa afirmação, afirmou que não vê chance de conflito de
interesse, caso vença a eleição.
fonte: Blog de Jamildo